Monika Schoproni Cardoso

 Monika Schoproni Cardoso

“Tive câncer de mama com 39 anos, isto é, há 18 anos atrás. Foi uma luta conseguir uma mamografia, pois não tinha 40 anos de idade, porém minha mãe estava com metástase no fígado por diversos e sucessivos erros no diagnóstico e tratamento. Insisti, troquei de médico diversas vezes, pois já tinha casos de câncer na família (pai e mãe), então porque não ir atrás, investigar? Consegui uma médica desconhecida e lá estavam as microcalcificações agrupadas, por sorte não tinha nem um nódulo formado ainda. Fiz cirurgia depois da peregrinação a médicos. E lá estava um câncer se formando dentro do ducto. Fiz 20 sessões de radioterapia, não perdi minha mama e nem o cabelo e por fim, usei tamoxifeno durante cincos anos. Hoje em dia, faço acompanhamento médico anualmente. Também sempre me lembro de fazer a palpação mensal, pois sei que é importante conhecer as minhas mamas. Além disso, faço mamografia todos os anos, porque ela diagnostica precocemente qualquer alteração, o que salva vidas. Durante toda minha jornada com o câncer de mama, nunca desisti, sempre fui atrás. Meu marido, família e amigos sempre estiveram ao meu lado durante todo o tempo do tratamento. Isso faz toda a diferença. Gosto de contar minha história, pois luto a favor do acesso ao diagnóstico precoce. Imagina se todas as mulheres do Brasil descobrissem o câncer no estágio que descobri? Por isso eu aconselho, lute, corra atrás, não aceite os nãos e conheça seus direitos”.